Bitcoin supera US$ 80 mil, Ethereum chega a US$ 2,5 mil com entradas em ETFs e liquidação de shorts impulsionando a alta
Resumo de mercado por IA
A disparada do Bitcoin em direção a US$ 80.000 e o movimento do Ethereum para perto de US$ 2.500 refletem um impulso de apetite por risco, impulsionado pela retomada da demanda por ETFs à vista e pela cobertura forçada de posições vendidas. Os US$ 1,92 bi reportados de entradas semanais em ETFs à vista de BTC e cerca de US$ 4 bi em posições baixistas liquidadas apertaram mecanicamente a oferta e amplificaram o momentum. Vetores macro, incluindo yields mais suaves após o aumento das compras de títulos longos do Tesouro, sustentaram a alocação em ativos escassos ao lado de ações ligadas a cripto.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT+1.30%
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▲ Altista
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Segundo a CoinDesk, o mercado cripto manteve o movimento de recuperação e seguiu em alta na segunda-feira. O bitcoin avançou e se aproximou de US$ 80.000, no maior nível desde maio. O ether também subiu para a região de US$ 2.500, máxima desde janeiro deste ano. A valorização se refletiu em ações ligadas ao setor, que acompanharam o movimento.
No pregão, o bitcoin subiu cerca de 2% e era negociado perto de US$ 80.000. O ethereum ganhou aproximadamente 2%. Papéis de empresas listadas com exposição a criptoativos registraram alta, com Strategy, Strive e ações associadas a tesourarias em ethereum — como Bitmine e Sharplink — entre os destaques.
A alta ocorre após o bitcoin romper a faixa anterior de negociação. Investidores vêm aumentando a atenção para inflação e déficits fiscais, o que tem direcionado parte do capital para ativos considerados escassos, como bitcoin e ouro. Os fluxos para ETFs voltaram a ganhar força e o interesse institucional reapareceu. Na semana passada, ETFs de bitcoin à vista registraram entradas líquidas de US$ 1,92 bilhão, o maior volume semanal desde outubro do ano passado, quando o bitcoin atingiu um pico de ciclo durante aquele rali.
Com a aceleração dos preços, posições vendidas foram fechadas à força. Relatos indicam que mais de US$ 4 bilhões em posições baixistas no mercado cripto foram liquidados durante o movimento, ampliando o impulso de curto prazo.
Entre os principais números do rali: entradas líquidas de US$ 1,92 bilhão em ETFs de bitcoin à vista na última semana; mais de US$ 4 bilhões em shorts liquidados; bitcoin com alta superior a 20% em três dias.
O gatilho imediato veio de novidades macroeconômicas na semana passada. Após o Tesouro dos EUA anunciar que dobraria suas compras de títulos de longo prazo, os rendimentos dos Treasuries recuaram por um período, reacendendo a demanda por ativos de risco — e tanto bitcoin quanto ouro se beneficiaram. A CNBC apontou que o bitcoin subiu mais de 20% nos últimos três dias, a maior alta em três dias desde 2023.
Para Jonathan Krinsky, analista da BTIG, um padrão semelhante ocorreu em janeiro de 2023: o bitcoin avançou cerca de 20% em três dias, rompeu uma tendência de baixa, mas depois passou por uma desaceleração temporária do fôlego comprador. Agora, o mercado observa se o rali atual pode marcar um ponto de inflexão para o bitcoin se desvincular de uma tendência de queda de longo prazo. Antes disso, o preço vinha sob pressão desde outubro do ano passado. Com a aproximação de um período sazonalmente mais forte, fluxos de capital e a trajetória futura dos juros seguem como variáveis centrais no radar.