BitMEX é alvo de ação coletiva por suposta apropriação de 622 bitcoins antes do encerramento
Resumo de mercado por IA
Uma ação coletiva proposta alega que a BitMEX teria arquitetado liquidações e retido indevidamente 622.66 BTC de garantias de clientes, trazendo novamente à tona alegações de vantagens de negociação interna e mecanismos de liquidação opacos. O processo ocorre durante um encerramento gradual aprovado por reguladores antes do fechamento da exchange em setembro, aumentando o foco no risco de contraparte e no risco operacional em plataformas centralizadas. Embora não comprovadas, as alegações podem pesar sobre a confiança do mercado e acelerar um comportamento de aversão ao risco em torno dos saldos mantidos em exchanges.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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Clientes da BitMEX pedem a devolução de 622,66 bitcoins em uma ação coletiva proposta que acusa a corretora de provocar liquidações e reter garantias de traders. A queixa foi protocolada em 23 de julho no Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York, no momento em que a BitMEX iniciou um processo de encerramento gradual aprovado por regulador, com fechamento previsto para setembro.
Segundo o cronograma divulgado, a plataforma passa a operar em modo "reduce-only" a partir de 26 de agosto. Encerramentos forçados podem ocorrer antes do fim dos serviços da exchange, marcado para 23 de setembro.
A BKX Services Inc. afirma ter perdido ao menos 305,809 BTC em liquidações na BitMEX em 2018. David Namdar diz ter sofrido perdas de 316,856 BTC entre 2019 e 2020. Juntos, os autores buscam a restituição das moedas, e não apenas o equivalente em dólares, com base em alegações de restituição de bem (replevin) e fraude.
A ação cita como ré a operadora da BitMEX, HDR Global Trading Limited, além de quatro empresas afiliadas: ABS Global Trading Limited, 100x Holdings Limited, Shine Effort Inc Limited e HDR Global Services (Bermuda) Limited. Os cofundadores Arthur Hayes, Samuel Reed e Benjamin Delo também são apontados como réus, assim como Gregory Dwyer.
De acordo com os autores, o mecanismo de liquidação da BitMEX encerrava posições quando as perdas não realizadas chegavam a cerca de metade da garantia depositada. O processo sustenta que, nesse ponto, restaria colateral com valor aproximadamente duas vezes superior às perdas, mas que a BitMEX teria se apropriado do excedente e o transferido para o seu Insurance Fund, em vez de devolvê-lo.
A petição também alega a existência de uma mesa interna de negociação não divulgada, capaz de visualizar posições de clientes, ordens ocultas e pontos de liquidação. O texto afirma que essa mesa usaria contas anonimizadas e conseguiria operar durante travamentos de servidor que impediam o acesso de clientes comuns. Também haveria operações em exchanges de referência para induzir movimentos de preço que acionariam liquidações. As acusações ainda não foram comprovadas em juízo.
Em declaração à Benzinga, o CEO da BitMEX, Peter Wilkinson, classificou o caso como "espúrio e oportunista" e disse que a empresa se defenderá com firmeza.
O processo retoma condutas já discutidas em uma ação coletiva anterior contra a BitMEX, aberta em 2020 sob o Commodity Exchange Act. Esse caso foi encerrado voluntariamente, sem prejuízo, em junho de 2025, sem decisão sobre o mérito. A nova ação se apoia em pedidos de replevin e fraude e sustenta que o processo anterior suspendeu o prazo de prescrição aplicável.
Em 23 de julho, a Financial Services Authority de Seychelles informou que a HDR retirou voluntariamente o pedido pendente de licença para ativos virtuais. O plano aprovado pelo regulador limita a HDR ao fechamento ordenado das operações, ao encerramento de posições e à devolução de ativos mantidos em nome de clientes antes de 23 de setembro.
O aviso de encerramento da BitMEX diz que os usuários continuarão com acesso após essa data para consultar saldos e sacar valores, e a companhia afirma que seus ativos superam seus passivos. O plano de encerramento aborda ativos detidos para clientes, mas não trata de bitcoins contestados por liquidações históricas. Assim, o fechamento adiciona urgência ao debate sobre titularidade, sem indicar que jurisdição, andamento do caso ou possibilidade de recuperação tenham sido prejudicados.
A publicação original: "Lawsuit claims BitMEX used server freezes and internal trading to seize 622 Bitcoin ahead of its September closure", no CryptoSlate.