Coldcard alerta usuários do Mk3 sobre possível falha na seed após varredura de US$ 38 milhões em Bitcoin

Resumo de mercado por IA
A Coinkite alertou os usuários da Coldcard Mk3 de que as seeds geradas no firmware 4.0.1–5.0.3 podem ter risco elevado, coincidindo com uma varredura incomum de 594,48 BTC (≈US$ 38,2 mi) ao longo de centenas de transações. Embora nenhum vínculo causal esteja confirmado, o episódio pode elevar, no curto prazo, a percepção de riscos de custódia e operacionais em torno de fluxos de trabalho de autocustódia, potencialmente aumentando a cautela entre detentores de Bitcoin e incentivando migrações defensivas de fundos.
Nível de impacto
● Médio
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A Coinkite, fabricante da carteira de hardware Coldcard, recomendou que usuários do Coldcard Mk3 movam seus bitcoins caso a seed de recuperação tenha sido gerada em determinadas versões de firmware. O aviso ganhou destaque após pesquisadores de segurança identificarem uma movimentação coordenada de 594,48 BTC (cerca de US$ 38,2 milhões). Até o momento, não há confirmação de que o problema no dispositivo esteja relacionado às transferências on-chain. Firmwares sob análise A Coinkite informou que a preocupação envolve seeds criadas no Coldcard Mk3 com os firmwares 4.0.1 a 5.0.3. A empresa disse que a apuração segue em andamento e destacou que Coldcard Mk4, Mk5 e Coldcard Q não são afetados. Carteiras protegidas com passphrase BIP39 têm risco mínimo — e a companhia reforçou que a passphrase BIP39 não é a mesma coisa que o PIN do aparelho. Como medida preventiva, a orientação é migrar os fundos enquanto a investigação prossegue. Movimentação de US$ 38 milhões levanta dúvidas O alerta veio na mesma janela em que analistas de blockchain observaram uma atividade incomum. Rob Hamilton, CEO da AnchorWatch, relatou que 594,48 BTC foram movimentados em 500 transações, envolvendo 1.324 UTXOs, dentro de um intervalo de três blocos. Depois, cerca de 562 BTC teriam sido consolidados em um único endereço. Na leitura inicial, Hamilton apontou sinais do que "parecia entropia falha" durante a geração de carteiras, mas classificou a observação como preliminar, não como explicação confirmada. Nenhuma ligação comprovada Apesar da coincidência temporal, investigadores não confirmaram que a "varredura" de BTC decorreu do possível problema do firmware do Coldcard Mk3. Kevin Loaec, CEO da Wizardsardine, afirmou que baixa aleatoriedade na geração da seed segue como sua principal hipótese. Entre as causas possíveis, ele citou falha em biblioteca de software, problema no secure element, um lote específico de hardware ou uma vulnerabilidade ligada ao firmware. Loaec também sugeriu que um atacante pode ter explorado um intervalo limitado de caminhos de derivação BIP84, o que ajudaria a explicar por que muitas carteiras afetadas usavam endereços native SegWit. Até agora, nenhum relatório técnico público apontou a origem exata da vulnerabilidade. Como proteger os fundos A Coinkite orienta usuários potencialmente afetados a gerar uma nova seed em um dispositivo não impactado, conferir backups e endereços de recebimento, fazer primeiro uma transação de teste e só depois transferir o saldo restante, após confirmar que tudo funciona corretamente. Quem tem apenas um Coldcard Mk3 pode reforçar a segurança temporariamente adicionando uma passphrase BIP39 única. Usuários avançados também podem gerar uma seed baseada apenas em dados, no firmware 4.1.9, com pelo menos 99 lançamentos de um dado honesto de seis faces — processo que exige cuidado extra com backup e verificação. Apuração continua A Coinkite prometeu divulgar uma análise técnica detalhada ao fim da investigação. Até lá, a empresa e pesquisadores independentes afirmam que o alerta sobre o Coldcard Mk3 e a movimentação de US$ 38,2 milhões em Bitcoin devem ser tratados como eventos distintos, já que não há evidências de que tenham a mesma causa.