MetaMask inicia saída de validadores no Lido após incidente de segurança na infraestrutura
Resumo de mercado por IA
A MetaMask está retirando seus validadores de Ethereum do Lido em meio a um incidente de segurança de infraestrutura ainda não resolvido, elevando o risco operacional no curto prazo para os validadores e potenciais perdas de recompensas ou penalidades durante o ciclo de saída/saque/reentrada. Embora se diga que os fundos da carteira e os detentores de stETH não sejam afetados e que a configuração seja não custodial, alegações on-chain de destinatários de taxas direcionados incorretamente e grandes saídas de validadores aumentam a incerteza em torno da integridade da infraestrutura de staking e podem reduzir o apetite a risco em todo o mercado de staking de Ethereum e de staking líquido.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
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A MetaMask começou a retirar, por precaução, seus validadores de Ethereum do protocolo de staking Lido em meio a um incidente de segurança que atinge parte de sua infraestrutura. A empresa afirmou não ter identificado ameaça imediata às carteiras MetaMask e disse estar tratando do problema internamente, com apoio de parceiros externos e consultores de segurança, enquanto realiza a saída dos validadores afetados em suas operações de staking não custodial.
O Lido informou que a origem do caso é uma possível violação de infraestrutura, ainda sob investigação. Segundo o protocolo, os validadores relevantes já iniciaram o processo de saída e a expectativa é que o último tenha saído, embora ainda não tenha concluído o saque, até o fim de 7 de outubro. O Lido alertou que as saídas devem reduzir recompensas e podem gerar penalidades por indisponibilidade caso os validadores fiquem offline nos próximos dias. O stake retirado, disse o protocolo, deve retornar gradualmente por meio do ciclo de saída, saque e reentrada, estimado em até 45 dias por conta da longa fila de entrada do Ethereum.
Nenhuma das empresas informou se validadores operados pela MetaMask em outros ambientes também foram impactados. Ambas reforçaram que o arranjo de staking é não custodial e que a MetaMask não detém as chaves de saque do stake dos clientes. O Lido disse que detentores de stETH não precisam tomar nenhuma medida e citou como amortecedores sua base diversificada de operadores de nós e um fundo de reserva ad hoc superior a 6.750 stETH.
Uma análise onchain do pesquisador Kaden, não confirmada pelas empresas, apontou que 19 validadores da MetaMask receberam recompensas de bloco. Kaden afirmou que 18 desses pagamentos foram enviados a um endereço financiado via o mixer Tornado Cash, e não ao destinatário correto de taxas, somando cerca de 0,36 ETH, ou menos de US$ 1.000 aos preços atuais. A análise sugere que cerca de 17.000 validadores, com aproximadamente 523.000 ETH (em torno de US$ 1,4 bilhão), estão sendo retirados como medida preventiva, e identificou 821 validadores potencialmente afetados que ainda não haviam iniciado a saída. Kaden disse não estar claro se um invasor conseguiria alterar destinatários de taxas em todo o conjunto. Segundo ele, o atacante provavelmente não teve capacidade de sacar o ETH em staking, mas, em tese, validadores poderiam ser deliberadamente punidos (slashed), dependendo de como o acesso de assinatura foi obtido.
O fundador da Aave, Stani Kulechov, disse que a Aave acompanha a situação com o Lido e que os mercados da Aave não foram afetados. O fundador da Ethena, Guy Young, afirmou que os ativos que lastreiam seu dólar sintético USDe não têm, no momento, exposição direta a stETH nem a qualquer outro token de staking líquido, e que não espera impacto.
A Kiln saiu de todos os seus validadores de Ethereum em setembro de 2025 após identificar o que seu diretor-presidente classificou como uma possível violação de infraestrutura. Até agora, MetaMask e Lido não detalharam o que foi comprometido, como ocorreu ou quem seria o responsável. A investigação segue em andamento, e novas atualizações foram prometidas.