Phantom integra mercados de previsão da Kalshi com taxa de US$ 0,02 por contrato
A Phantom agora permite que usuários elegíveis nos Estados Unidos negociem os mercados de previsão da Kalshi — e o principal chamariz é a taxa por contrato: US$ 0,02 no total.
O que há de novo
A carteira móvel da Phantom ganhou uma aba "Predict", que dá a clientes elegíveis nos EUA acesso aos mercados da Kalshi nas áreas de esportes, política, economia e cultura. As páginas de ajuda da Phantom informam uma taxa de negociação combinada de US$ 0,02 por contrato: US$ 0,01 de taxa da plataforma para a Phantom e US$ 0,01 de taxa de bolsa para a Kalshi. Incide ainda uma taxa de rede separada, e o usuário vê a cotação completa e as tarifas antes de confirmar a ordem. Os recursos podem vir do Phantom Cash — stablecoin lastreada em dólar lançada pela Phantom na Solana — ou de tokens Solana; os depósitos são feitos na Kalshi antes da compra dos contratos.
Cadastro e verificação de identidade
Para negociar, o usuário precisa criar ou conectar uma conta Kalshi e concluir a verificação de identidade da plataforma. O processo começa dentro da própria Phantom, com um número de telefone dos EUA e um código de verificação. Conforme as checagens exigidas, a Kalshi pode solicitar nome legal, data de nascimento, endereço residencial, número do Social Security, e-mail, telefone verificado e documento de identidade oficial. A Kalshi pode usar a Socure para conferir documentos e selfie ao vivo. Clientes que já têm conta na Kalshi podem vinculá-la por um código de uso único, mas a vinculação não une saldos nem torna visíveis na Phantom os recursos mantidos na Kalshi. Uma conta Kalshi só pode ser conectada a uma conta Phantom por vez.
Como funcionam ordens, custódia e taxas
A documentação da Phantom esclarece que cabe à Kalshi definir as regras de mercado, executar as negociações e determinar os resultados. Os ganhos são devolvidos ao Phantom Cash via Stripe após a liquidação; o pagamento costuma aparecer em segundos ou minutos, embora uma vitória registrada possa constar no histórico de negociação antes de o dinheiro cair. O material de suporte da Phantom alerta que depositar recursos e comprar um contrato com sucesso são etapas distintas: o depósito pode chegar à Kalshi enquanto a ordem falha (por exemplo, por expiração da cotação), e reembolsos podem demorar a aparecer. Saldos inferiores a US$ 1 podem ficar retidos na Kalshi por não atingirem o mínimo de saque. Sacar exige um comprador; o lucro não realizado exibido não garante saída imediata por aquele preço se a demanda for limitada.
Pano de fundo regulatório: carta de não objeção da CFTC
Em 17 de março, a Divisão de Participantes de Mercado da CFTC emitiu uma carta de não objeção condicional (carta 2609) que abrange as atividades de software da Phantom. A equipe afirmou que não recomendaria ação de fiscalização apenas pela falta de registro como introducing broker ou pessoa associada na interface específica que encaminha ordens de usuários diretamente a parceiros registrados. A carta permite taxas por transação e acordos de divisão de receita, desde que as relações e os potenciais conflitos — inclusive as taxas — sejam divulgados. Exige que os recursos que garantem posições em derivativos sejam mantidos em uma câmara de compensação ou em uma futures commission merchant participante; no modelo da Phantom, a empresa não teria custódia dos ativos dos clientes nem discricionariedade sobre o roteamento ou a execução das ordens. O alívio regulatório se limita a um modelo com custódia e parceiro de bolsa registrado e exclui explicitamente derivativos DeFi e mercados de previsão tokenizados. Também condiciona a proteção à manutenção de acesso independente do usuário ao parceiro registrado e vale até que alguma norma ou orientação da CFTC a substitua.
Solução de problemas e suporte
Para retornos não resolvidos, a Phantom orienta verificar o histórico de negociação, a atividade do Cash e a subconta Kalshi vinculada à Phantom. Disputas sobre a resolução de mercados e restrições de conta são tratadas pela Kalshi; outras questões vão para o suporte da Phantom.
Risco jurídico para a Kalshi
A Kalshi enfrenta desafios legais em alguns estados. Reportagem de 21 de outubro abordou uma ação civil em Utah que pede até US$ 61,2 milhões em taxas supostamente ilegais ligadas a contratos de eventos que o estado considera jogo ilegal; a denúncia foi apresentada pelo procurador-geral de Utah, Derek Brown. A faixa estimada de recuperação por Utah (US$ 30,6 milhões a US$ 61,2 milhões) reflete a estimativa do estado, não danos decididos em juízo. A Kalshi contesta a posição de Utah e sustenta que a supervisão federal de derivativos é aplicável. Reportagem anterior, de 8 de setembro, informou que o Décimo Circuito recusou conceder à Kalshi proteção emergencial contra a aplicação da lei em Utah enquanto os recursos correm. A denúncia de Utah também pede controles de geolocalização determinados judicialmente para bloquear residentes de mercados em disputa que cobrem esportes, eleições, política, cultura e outros temas. Nova Jersey peticionou separadamente ao Supremo Tribunal dos EUA sobre a questão de jurisdição federal versus estadual; a resposta da Kalshi vencia em 9 de novembro e a corte ainda não aceitou julgar o caso.
Em resumo
A integração da Phantom leva os mercados de previsão regulados da Kalshi a usuários elegíveis nos EUA dentro de uma carteira popular da Solana, com microtaxa declarada de US$ 0,02 por contrato. O arranjo se apoia numa carta de não objeção da CFTC que limita o papel da Phantom e exige custódia e execução por parceiros registrados — mas as batalhas jurídicas mais amplas da Kalshi em tribunais estaduais seguem como um risco ativo para usuários e prestadores de serviço.