Standard Chartered se torna o primeiro GSIB a oferecer emissão e resgate de USDC
Resumo de mercado por IA
A parceria do Standard Chartered com a Circle o torna o primeiro GSIB a oferecer cunhagem/resgate institucional de USDC por meio de um único fluxo de onboarding bancário, lançado via DIFC. Isso reduz o atrito operacional em comparação com a manutenção de contas diretas com o emissor e fortalece trilhos de stablecoins reguladas para tesouraria, pagamentos transfronteiriços e liquidação onchain. O desenvolvimento sinaliza uma integração mais profunda das stablecoins à infraestrutura bancária tradicional, provavelmente apoiando uma adoção institucional mais ampla e o uso de liquidez do USDC.
Nível de impacto
● Médio
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O Standard Chartered firmou parceria com a Circle Internet Group, Inc. (NYSE: CRCL) e passará a oferecer a clientes institucionais um serviço integrado de emissão (minting) e resgate de USDC. Com a iniciativa, o banco afirma ser o primeiro Global Systemically Important Bank (GSIB) licenciado a disponibilizar esse tipo de acesso de forma direta.
O lançamento ocorrerá por meio das operações do Standard Chartered no Dubai International Financial Centre (DIFC), nos Emirados Árabes Unidos. Clientes elegíveis poderão emitir e resgatar USDC pela própria relação bancária com o Standard Chartered, sem necessidade de manter contas separadas na Circle, graças a uma experiência única de onboarding.
O anúncio foi feito em 2 de julho de 2026. A infraestrutura será fornecida pela Circle, emissora do USDC por meio de entidades reguladas. O acordo também amplia a colaboração entre as companhias em iniciativas como a Circle Payments Network (CPN), na qual o Standard Chartered contribui com expertise em eficiência transfronteiriça, segurança e conformidade.
Segundo o banco, a parceria acelera a estratégia de ativos digitais e responde ao aumento da demanda institucional por stablecoins reguladas, aproximando ainda mais o sistema financeiro tradicional da tecnologia blockchain. A integração do USDC à plataforma bancária global do Standard Chartered busca simplificar processos e dar mais agilidade à gestão de liquidez, pagamentos internacionais, tesouraria e liquidação onchain.
Roberto Hoornweg, CEO da divisão de Corporate and Investment Banking do Standard Chartered, afirmou: "Os ativos digitais são uma parte cada vez mais crítica da infraestrutura financeira global, e clientes institucionais esperam o mesmo nível de confiança e governança encontrado nos mercados tradicionais e, com este lançamento, estamos levando esses padrões para uma área nova e em evolução do sistema financeiro."
A iniciativa pode acelerar a adoção de stablecoins no setor bancário global. Começando pelo DIFC, o modelo serve como referência para bancos que buscam soluções reguladas de pagamentos em blockchain, liquidação mais rápida e maior eficiência em transações transfronteiriças.
O avanço também é atribuído a um cenário regulatório mais claro. Com governos oferecendo orientações mais objetivas sobre stablecoins, como no caso do GENIUS Act, instituições financeiras tendem a se sentir mais confortáveis para ampliar serviços ligados a ativos digitais. Esse movimento reforça o foco do mercado em depósitos tokenizados, custódia digital e soluções de pagamento baseadas em blockchain.
Projeções do setor apontam forte crescimento. O Standard Chartered estima que o mercado de stablecoins pode atingir US$ 2 trilhões até 2028, enquanto a Mordor Intelligence projeta US$ 1,16 trilhão até 2031. Persistem riscos ligados à estabilidade financeira e à desintermediação de depósitos, mas bancos que adotarem stablecoins reguladas como o USDC podem ganhar vantagem competitiva em finanças digitais.
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