Tether lucra US$ 1,5 bi no 2º tri de 2026 e eleva colchão de reservas para US$ 4,11 bi
Resumo de mercado por IA
A Tether reportou US$ 1,5 bi de lucro operacional líquido no 2º trimestre de 2026 e um colchão de reservas de US$ 4,11 bi acima dos passivos, com a oferta de USDT subindo para US$ 184,6 bi e a participação de mercado superando 60% apesar de um setor de stablecoins em retração. As reservas divulgadas incluem US$ 5,8 bi em Bitcoin e US$ 18,84 bi em metais preciosos, além de forte exposição a Treasuries dos EUA e a repos. A transparência e a capitalização excedente reduzem preocupações de curto prazo com resgates e com contrapartes para a liquidez cripto.
Nível de impacto
● Alto
Ativos afetados
BTC/USDT-1.04%
Insight de IA · BTC/USDTInsight de IA
▲ Altista
Negociar agora
⚠️ Os insights gerados por IA são baseados em conteúdo de notícias e fornecidos apenas para fins informativos. Eles não constituem aconselhamento de investimento nem representam as opiniões da BingX. Investir envolve riscos. Negocie com responsabilidade.
A Tether divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026, com verificação da BDO, e reportou lucro operacional líquido de US$ 1,5 bilhão. O emissor do stablecoin USDT informou que os ativos somavam US$ 187,75 bilhões em 30 de junho de 2026, ante passivos de US$ 183,64 bilhões — dos quais US$ 183,62 bilhões referem-se a tokens emitidos. Com isso, a empresa afirmou manter um excedente de US$ 4,11 bilhões acima das obrigações, classificado como um colchão adicional de reservas.
Segundo a companhia, o USDT em circulação avançou para US$ 184,6 bilhões. A Tether atribuiu o crescimento a uma expansão da base de usuários mesmo com a queda da capitalização total do mercado de stablecoins, o que teria elevado a participação do USDT para acima de 60%.
A composição das reservas permanece concentrada em ativos de alta liquidez, com destaque para Treasuries dos EUA e operações de repo, apontadas como as principais fontes de receita no trimestre. Além disso, a empresa detalhou as seguintes posições em reserva e investimentos: metais preciosos — US$ 18,84 bilhões; bitcoin — US$ 5,8 bilhões; ações listadas — US$ 3,76 bilhões; outros investimentos — US$ 5,24 bilhões; empréstimos com garantia — US$ 13,45 bilhões. A Tether também informou que reduziu a carteira de crédito garantido em cerca de US$ 2,38 bilhões, ou 15%, ao longo do trimestre.
O CEO Paolo Ardoino disse que a estratégia de reservas foi colocada à prova durante um período de forte volatilidade em ouro e bitcoin. Ele afirmou que o USD₮ permaneceu totalmente lastreado e que, mesmo com as oscilações, as reservas continuaram superiores aos passivos em US$ 4,11 bilhões. Ardoino acrescentou que a empresa segue entre os maiores compradores globais de Treasuries dos EUA e que a base de usuários continuou em expansão.
No ouro, a companhia informou a compra de 14 toneladas no trimestre, elevando o estoque total de ouro físico para mais de 146 toneladas. O relatório foi divulgado após uma alta recorde do metal levar a capitalização do Tether Gold (XAUT) a ultrapassar US$ 3 bilhões. A Tether também citou aumento relevante na demanda por ouro tokenizado em meio à incerteza macroeconômica global.
O balanço do 2º trimestre veio alguns meses depois de a Tether ter reportado lucro líquido de US$ 1,04 bilhão no 1º trimestre, quando as reservas excedentes alcançaram o recorde de US$ 8,23 bilhões e a posição em Treasuries totalizou US$ 141 bilhões.
Em comunicado recente, a empresa disse que vai encerrar a plataforma Alloy by Tether e descontinuar o suporte ao stablecoin aUSDT, com a intenção de concentrar esforços no desenvolvimento do Tether Gold e de outros produtos centrais. A Tether também afirmou que segue adaptando o negócio a novas exigências regulatórias. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, sancionar o GENIUS Act, a companhia tem até 18 de julho de 2028 para adequar o USDT às disposições da nova legislação de stablecoins.